terça-feira, 16 de agosto de 2011

E se ...

eu não quisesse fazer tudo do meu jeito ?
e se eu não tivesse medo ?
e se eu tivesse feito tudo diferente ?
e se eu não me arrependesse ?
Essa conjugação do tempo no passado é um grande erro,
eu só me arrependo de ter errado em uma única coisa,
ter me apegado a você.

sábado, 11 de junho de 2011

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Estou escrevendo mais uma historia, O furto.
Conta sobre um casal rico que morava em um bairro onde nao tinha muitos amigos, mas um dia o destino resolveu pregar uma peça e entao tudo começa a mudar e a nao fazer mais sentido.
Esse vai demorar um pouco para postar mas assim que começar aviso a galera.

domingo, 5 de junho de 2011

vigésimo quarto capitulo.


                                                  A verdade vem à tona.

  Os anos foram passando, Tomás começou a trabalhar, Gertrudes ajudava em tudo, Sofia virou uma pessoa caseira e Caio já correia pelo apartamento inteiro, este tinha três anos, falava umas coisas arranhadas e outras nítidas, era um tagarela. Era uma vida boa para quem olha de fora, mas para quem esta preso aquele mundo, não era algo bom de viver. Sofia parecia ter se tornado outra pessoa, ela andava mal arrumada, só conversava com o filho e ficava o dia inteiro no quarto, muitas das vezes chorando de soluçar. O namorado e a avó estavam ficando preocupada com aquilo, talvez ela estivesse entrando em uma depressão, mas teria que ser algo a se cuidar.
  Belo dia Tomás encontra a moça estirada no chão com os olhos vermelhos e inchado, ele a pega no colo rápido e dá uns tapinhas para ver se estava dopada.
- você merece uma vida melhor. – disse Sofia com o olhar completamente morto.
- meu lugar é ao seu lado, vamos, vou te colocar na cama.
- eu sou uma pessoa horrível Tom. – insistiu ela.
Ele a pegou e levou a cama, quando esta estava sozinha começou a remoer em pensamentos “ você mentiu para o homem mais inocente “ , “ esse filho não é dele “, não é merecido viver com essa culpa “, não vai agüentar continuar mentindo “ ... Então Tomás apareceu à porta do quarto.
- esta melhor?
- estou sim. - respondeu ela se levantando – vou passar um pano na casa.
- vamos levar Caio no parquinho, sua avó vai com a gente. – ele disse sorrindo.
- eu não quero, não. Podem ir outro dia eu vou. – ela pegou um esfregão e começou a limpar.
Eles analisaram-na e Sofia parecia bem aparentemente então levaram o garoto que já estava inquieto.
  Ela começou limpando a sala, passou para o corredor que levava aos quartos, limpou o quarto do filho e foi para o quarto deles, lá começou a arrumar a cama que ultimamente vivia embolada de cobertas, ao mexer embaixo do colchão achou um revolver que eles esconderam ali em caso de assalto. Ela observou a arma, foi ate a sala, pegou um pedaço de papel e caneta, escreveu uma cartinha, foi para o banheiro e fechou a porta. Abriu a arma e viu que havia duas balas, fechou e mirou na cabeça, na hora teve medo, mas as vozes voltaram a sua cabeça “ você é uma mulher da vida, mentindo para seu namorado, fazendo-o de bobo, de idiota, eu se fosse você, me matava “. Sofia puxou o gatilho e fechou os olhos, chorava horrores, então ela engoliu seco.
- é melhor acabar com isso, não agüento mais.
PÁ!
  D. Gertrudes foi a primeira a entrar, Caio estava fazendo um showzinho no corredor, então procurou por Sofia e viu um papel em cima da mesa, correu ao corredor e chamou Tomás, que foi imediatamente, ele leu a carta.

          Uma pessoa boa como você jamais deveria ter se interessado por alguém como eu, eu menti para ti esse tempo todo, quando você ia para a faculdade eu dormia com outro homem, um cara que conheci na praia antes de você chegar aqui. Eu te usei Tom e peço desculpas por isso, eu disse que sou uma pessoa horrível mas você não quis acreditar, e o Caio ...
Bom, ele não é seu filho, é filho do outro mas o safado era casado, me desculpe Tom. Eu não consegui suportar as mentiras, acho que virei mesmo uma carioca, meu corpo esta no chão do banheiro, não deixe meu filho me ver, quero que ele tenha uma boa imagem de mim. Me perdoe. “
Tomás jogou a carta no chão e chorou de raiva e tristeza, pediu Gertrudes que brincasse com Caio lá fora enquanto chamava os bombeiros, ao abrirem a porta lá estava a sua amada, ensangüentada com um buraco na cabeça e os olhos chorosos.
  No dia do enterro não apareceu muita gente, o pai dela chorava muito, a avó chorava moderadamente, mas Tomás parecia anestesiado, procurava por um homem que parecesse com Caio, mas esse não estava presente, para falar a verdade Gustavo foi para Belo Horizonte assim que Sofia lhe disse que estava grávida.
  Terminado o enterro Gertrudes foi falar com Tomás.
- é difícil agora, mas com certeza vai encontrar alguém que lhe dê o devido valor.
- por que ela fez isso tudo ? – ele dizia inconformado.
- eu tinha medo disso acontecer, tentei tudo que podia. – Gertrudes mesma se interrompeu.
- o que quer dizer? – Tomás se virou para a dona.
- a mãe dela fez a mesma coisa com meu filho e até hoje ele a ama.
- Sofia não era sua neta?
- não. Eu a criei porque fiquei com pena, não foi a mesma morte, mas a mesma situação. Duas mulatas bonitas, inteligentes, mas com uma mentalidade fraca.
  O rapaz manteve contato com a senhora, eram amigos, passavam tardes de domingo juntos, ele namorou Cristina por cinco anos e se casou com ela tendo dois filhos e enquanto a Caio, bom, ele foi mandado para um orfanato, Tomás pegou raiva da criança.
  Essa não é uma historia com um final de conto de fadas, não foi uma historia parecida com nenhuma de princesas porque as princesas viraram plebéias.

vigésimo terceiro capitulo.


                                                   Vida nova.

  As amigas de Sofia foram ver a criança, lhe davam presentes, ajudavam a fazer comida, tudo isso enquanto Tomás não estava, mas como sempre, elas com o tempo foram sumindo deixando a amiga na mão. Sofia se sentiu sozinha durante a tarde, era ela e Caio apenas, então decidiu ligar para a avó, mas desta tinha certo medo, D. Gertrudes era muito esperta e logo suspeitaria de alguma coisa, mas não queria continuar sozinha, precisava de ajuda. Sem mesmo pedir a avó apareceu em sua casa lhe dando todo o apoio necessário.
  Gertrudes notou que Sofia amava mesmo a criança, não queria desgrudar dele, às vezes nem deixava Tomás chegar perto da criança.
  No aniversario de um ano, que foi uma festinha para os familiares mesmo, foi uma coisa desagradável, todos estavam lá, Gertrudes, o pai de Sofia, Tomás e seus pais. Eles percebiam que Sofia não deixava o pai segurar a criança, era como se fosse um diamante, então a mãe do jovem se irritou.
- pelo amor de Deus, deixa meu filho segurar esse bebê – disse a sogra de Sofia nervosa.
- Tomás não tem cuidado com nada, tenho medo de alguma coisa acontecer. – respondeu ela agarrando o filho como se fossem tomar dela.
- se não deixar, nunca saberá o que pode acontecer.
Sofia entregou a criança para Tomás e ao sair daquele novo mundo por alguns minutos percebeu o olhar do namorado sobre o que não era dele, uma lagrima escorreu no rosto dela, as pessoas presentes achara que aquilo foi de alegria, emoção, mas na verdade foi de culpa.
  Terminada a festa, Gertrudes ficou para ajudar a arrumar as coisas, sua neta foi dar banho no filho e Tomás ficou com a velha.
- não sei como você agüenta. – disse a senhora lavando a louça.
- como?
- minha neta é um poço de ignorância, ela é rude, sem coração e sem amor próprio, o que você viu nela que lhe chamou a atenção Tomás?
- quando ela quer, sabe como tratar uma pessoa. – ele olhou fundo nos olhos de Gertrudes.
Terminaram de arrumar tudo, e como estava tarde o jovem arrumou o sofá para ela passar a noite. Mas desta noite em diante a senhora achou melhor ficar ate a criança ter uns três anos porque ai não seria mais algo tão complicado de lhe dar.

sábado, 4 de junho de 2011

vigésimo segundo capitulo.


                                                 Gestação.

  Os meses foram passando e a barriga de Sofia crescendo, já não cabendo em suas roupas, D. Gertrudes ficou toda alegre, embora aquele momento não fosse o melhor para se ter um filho, sua neta teve que abandonar os estudos para ser mãe, não era isso que eles queriam para ela, mas agora não tinha mais jeito. Tomás parecia todo bobo, comprava brinquedos, roupinhas, mamadeira, tudo que se pode imaginar.
  Sofia não queria saber o sexo do bebê, queria que fosse uma surpresa na hora do parto, mas aos oito meses ela não agüentou e pediu ao médico que a dissesse, era um menino completamente saudável, ela ficou toda alegre, porque ela sabia como brincar com um menino, ela brincava como um quando criança e uma menina seria uma coisa muito nova e totalmente diferente.
  Uma semana após visitar o medico Sofia sentiu algumas contrações, ligou para sua avó e para Tomás e eles voaram para o hospital, havia tido uma complicação, a criança iria nascer, a moça entrou em pânico, ela tinha dito ao doutor que estava de oito meses mas como mentiu para todo mundo para não admitir o adultério, teve que mentir sobre isso também. Na mesa de parto o medico não entendendo diz:
- engraçado, aqui parece que a senhorita esta de nove meses.
Sofia gelou.
- impossível, eu contei certinho, quer dizer, nós contamos.
- seja o que for, esse rapazinho quer sair já.
E ela entrou em trabalho de parto, após um tempo  eles ouviram o choro da criança e então os dois se debulharam em lagrimas, Sofia pegou a criança que acabara de sair de dentro dela e olhava com muito amor nos olhos, como nunca olhou para Tomás e o pai estava com carinha de alegre, ainda parecia não acreditar no que acabava de acontecer.
- você escolheu um nome, Sofi ? – perguntou ele.
- ele vai se chamar Caio, acho lindo esse nome. – disse ela ainda chorando.
 Foi uma cena linda, todos estavam alegres, a chegada da criança mudaria a vida deles completamente, Sofia aprenderia a ter responsabilidades e ficaria com Tomás que nunca deixou de amá-la, o que poderia ensina a moça a gostar dele também, vida a nova a esse novo reinado.

vigésimo primeiro capitulo.


                                           O filho de Tomás.

  Umas semanas se passaram e Sofia sentia a obrigação de contar a seu namorado que ele seria papai, mesmo não sendo a verdade, o objetivo era se livrar da culpa e não perder tudo que tinha, não vou dizer conquistado porque isso não foi merecido e ela só chegou lá com mentiras.
  Eles se vestiam para dormi e Sofia ao sair do banheiro diz para Tomás:
- eu tenho algo para te contar. – ela sorriu e só um burro não veria o quão falso aquilo foi.
- conte-me – disse o rapaz se deitando.
- bom eu esperei um tempo para ter certeza, não queria lhe dar falsas esperanças  – ela parou e voltou o olhar para ele para ser o mais real possível – meu amor, você será papai.
Tomás ficou branco, por um minuto ela pensou que ele iria desmaiar mas então ele voltou a si e pareceu pensativo, como nunca.
- quando isso aconteceu ?
- eu acho que estou de um mês.
- isso é completamente inesperado Sofi, quero dizer é bom, mas não é o que eu queria agora, sabe.
Sofia abaixou a cabeça e se deitou sem olhar para ele, ela não chorou de se acabar mas lagrimas caiam do seu rosto, o que partia o coração de qualquer um então o jovem, ouvindo o chorinho, chegou perto da moça, colocou a mão em seu rosto e olhando ternamente para ela:
- essa criança vai viver cercada de amor, eu vou me dobrar em mil para lhe dar do bom e do melhor.
Sofia sorriu e abraçou-o, era isso que ela queria mas e quando a criança nascesse, teria que parecer algo com ele, mas isso seria impossível. Uma parte já estava feita mas, e se ela abortasse e dissesse que perdeu espontaneamente, esse pensamento passou rapidamente em sua cabeça, ela poderia ser o que fosse mas matar uma criança, jamais faria. O jeito era deixa essa água correr debaixo dessa ponte e veria o que aconteceria mais tarde.

domingo, 29 de maio de 2011

vigésimo capitulo.


                                 A pequena, grande surpresa.

  Semanas se passaram e Tomás não dera a surpresinha que sua namorada havia pedido, não porque não queria, mesmo não concordando ele correu atrás como disse, mas porque ela nem se importava, parecia que eles estavam em total abstinência, desde quando ela pedira nenhuma química acontecia, eram beijinhos de despedida e só.
  Sofia pegou seu caderninho onde anotava suas coisas pessoais, não era um diário, era para seguir a famosa “ regra “, mas algo lhe chamou a atenção, a um mês e três semana que não vinha, não comparecia. Ela pensou em ir a um ginecologista mas poderia ser uma boberinha e resolveu esperar mais um pouco. Os dias foram passando e nada, ela começou a ficar nervosa, aquilo não aconteceu antes, será que tinha algum problema, pensou em ser câncer e começou a chorar, procurou se informar e não era, parece brincadeira mas ela não pensou na coisa mais obvia que eu aposto que esta pensando o mesmo que eu, mas não, ela era um pouco ingênua nessa parte.

  No mês seguinte deu um estalo na cabeça da moça, ela estava grávida, pensou que fosse do Tomás mas ao lembrar bem eles não realizavam nenhum ato para tal coisa acontecer, correu e pegou seu caderno, a ultima vez que veio foi antes do seu aniversario e fora a ultima vez que dormira com Gustavo, a moça foi a farmácia e comprou um teste, fez e deu positivo, desesperada começou a chorar no banheiro, Tomás sempre perguntava se estava tudo bem e ela dizia que sim, chorava por coisas bobas. Não contente resolveu ter certeza, afinal diziam que testes de farmácia não dão um resultado cem por cento correto, fez o exame de sangue, depois de um certo tempo ela recebeu o resultado e lá estava estampado “ positivo “. Sofia começou a chorar loucamente, sua vida acabou, Tomás iria saber de tudo, iria expulsa-la de casa e sua avó não a acolheria, então foi falar com Gustavo. Eles se encontraram na praia, ela estava sentada na areia e ele de terno não se sentou, lógico para não se sujar, ela estava do mesmo jeito quando o conheceu, olhando para o horizonte mas dessa vez sem biquíni, de roupa.
- essa vida é engraçada, não acha ? – disse ela sem se mover.
- por que Sofia ?
- um dia você tem tudo sobre controle e basta uma coisinha para acabar com seus planos.
- o que Tomás fez ? perguntou ele não entendendo onde ela queria chegar.
- não foi ele – ela hesitou deixando apenas o som das ondas batendo nas areia – foi você.
Gustavo levantou as sobrancelhas e cruzou os braços.
- o que eu fiz ?
Sofia se levantou e se virou, estava com os olhos inchados.
- Gustavo eu estou grávida.
Ele não respondeu, não teve reação, ficou pensativo analisando onde errou.
- só pode ser do Tomás, você esta querendo me dar o golpe.
- eu não durmo com Tomás a meses. – gritou ela. – a culpa é sua de acabar com a minha vida, agora assuma pelo menos.
- não é simples assim. – disse ele andando em círculos.
- eu não quero a bosta do seu dinheiro, só quero uma vida direita, é seu filho ... – e ela continuou a dizer várias coisas que deixavam o galã sem ter para onde correr.
Gustavo continuou andando em círculos e cada palavra que saia da boca dela ele se sentia encurralado, ate que este não agüentou mais e gritou.
- eu sou casado Sofia !
Se fez silencio, as ondas continuavam batendo dando um som tranqüilizante, mas ela não acreditava no que acabava de ouvir, olhou para o chão, pensou e disse:
- você estava brincando comigo.
- eu estava cansado da minha vida de casado, me casei novo queria aproveitar, conhecer outras pessoas mas infelizmente não é uma opção valida.
- e o que eu faço agora ? – perguntou ela olhando nos olhos dele.
- diz que é dele, dorme com ele, sei lá.
- você é um canalha Gustavo.
Sofia saiu andando chorando, então colocou a cabeça para trabalhar, ela tinha que fazer com que Tomás acreditasse que o filho era dele, mas como ? não chegava a uma conclusão, foi pensando pelo caminho todo ate chegar em frente ao prédio onde decidiu, de uma vez por todas, que ela tinha que se prender de vez a uma pessoa só, iria virar uma pessoa responsável, dormiria com seu namorado e diria que o filho era dele o resto aconteceria com o tempo.