domingo, 5 de junho de 2011

vigésimo terceiro capitulo.


                                                   Vida nova.

  As amigas de Sofia foram ver a criança, lhe davam presentes, ajudavam a fazer comida, tudo isso enquanto Tomás não estava, mas como sempre, elas com o tempo foram sumindo deixando a amiga na mão. Sofia se sentiu sozinha durante a tarde, era ela e Caio apenas, então decidiu ligar para a avó, mas desta tinha certo medo, D. Gertrudes era muito esperta e logo suspeitaria de alguma coisa, mas não queria continuar sozinha, precisava de ajuda. Sem mesmo pedir a avó apareceu em sua casa lhe dando todo o apoio necessário.
  Gertrudes notou que Sofia amava mesmo a criança, não queria desgrudar dele, às vezes nem deixava Tomás chegar perto da criança.
  No aniversario de um ano, que foi uma festinha para os familiares mesmo, foi uma coisa desagradável, todos estavam lá, Gertrudes, o pai de Sofia, Tomás e seus pais. Eles percebiam que Sofia não deixava o pai segurar a criança, era como se fosse um diamante, então a mãe do jovem se irritou.
- pelo amor de Deus, deixa meu filho segurar esse bebê – disse a sogra de Sofia nervosa.
- Tomás não tem cuidado com nada, tenho medo de alguma coisa acontecer. – respondeu ela agarrando o filho como se fossem tomar dela.
- se não deixar, nunca saberá o que pode acontecer.
Sofia entregou a criança para Tomás e ao sair daquele novo mundo por alguns minutos percebeu o olhar do namorado sobre o que não era dele, uma lagrima escorreu no rosto dela, as pessoas presentes achara que aquilo foi de alegria, emoção, mas na verdade foi de culpa.
  Terminada a festa, Gertrudes ficou para ajudar a arrumar as coisas, sua neta foi dar banho no filho e Tomás ficou com a velha.
- não sei como você agüenta. – disse a senhora lavando a louça.
- como?
- minha neta é um poço de ignorância, ela é rude, sem coração e sem amor próprio, o que você viu nela que lhe chamou a atenção Tomás?
- quando ela quer, sabe como tratar uma pessoa. – ele olhou fundo nos olhos de Gertrudes.
Terminaram de arrumar tudo, e como estava tarde o jovem arrumou o sofá para ela passar a noite. Mas desta noite em diante a senhora achou melhor ficar ate a criança ter uns três anos porque ai não seria mais algo tão complicado de lhe dar.

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